Depois de alguma pesquisa e ajuda de veterinárias de vários lugares do Brasil, chegamos a uma idéia do que entendemos sobre as doenças Fiv e Felv. Indo direto ao ponto, Fiv é uma doença de imunodeficiência (como a AIDS nos humanos) e Felv é a chamada Leucose Felina (como a Leucemia nos humanos). Ambas não passam para pessoas ou outros bichos. São doenças de gato mesmo. Um gato pode ter uma dessas doenças e só manifestá-la anos depois. Pode ter uma vida normal e viver muito bem, principalmente se viver na casa de alguém com todo carinho e conforto. Porém, é conhecido caso em que o gato ao passar por um stress fez com que a Fiv se manifestasse. A doença é transmitida por vírus, mas através de contato como saliva, urina, fezes e semen. Para descobrir se um gato tem uma dessas doenças você pode recorrer basicamente a dois tipos de exames: Elisa e PCR. A questão é: Quando devemos usar um ou outro? Em que eles diferem? Qual é o mais eficiente? Existe falso negativo e falso positivo nos dois? Qual a idade certa para fazer o exame?
Ficamos nos perguntando isso na época da Marie já que tínhamos duas gatas em casa e a Marie veio de uma colônia (e ninguém queria adota-la!). E precisávamos entender isso para fazer a escolha certa. A conclusão que chegamos foi:
A) Exame Elisa => É o mais conhecido, utilizado e um pouco mais barato em relação ao PCR. Seu grau de assertividade é muito alto. Estima-se em cerca de 95% para a Fiv já que para essa doença, esse exame identifica os anticorpos e não o vírus. Nesse caso, podemos ter um "falso positivo", já que num filhote, esses anticorpos podem ter sido transmitidos pela mãe, e um "falso negativo", já que ele pode ter um vírus mais ainda o organismo não reagiu e portanto não tem os anticorpos. Em virtude disso, aconselha-se que esse exame seja feito com pelo menos 04 meses e repetido 03 meses depois. No caso do Felv, esse exame tem 100% de assertividade, já que identifica a presença do vírus, ou seja, não existe falso positivo. Se acusar é porque tem.
B) Exame PCR => É menos utilizado e um pouco mais caro que o Elisa. Entretanto o PCR afirma que para as duas doenças, ele identifica a presença do vírus (no DNA do gato). Ou seja, pode ser feito em qualquer idade e se acusar é porque o vírus está presente.
Apesar disso, no caso do Felv, ainda existe a possibilidade de que um gato tenha sido exposto ao vírus, mas consiga debelá-lo e eliminá-lo futuramente (falso positivo) em 1 ou 2 meses. Por isso, caso dê positivo, é bom repetí-lo para se ter certeza. Claro que você só deverá fazer isso se tiver interesse em adotar outro gato ou se já tiver um gato sem a doença em casa.
Para saber mais, seguem dois links interessantes:
http://www.animaisderua.org/informacoes/libertar_gatos_fiv_felv_positivos
http://ronronar.com/artigos/principais-doencas-gatos
Somos contra sacrificar os gatos com essas doenças. Somos sim, a favor que todos os gatos de rua sejam castrados. As fêmeas em primeiro lugar, uma vez que se não houver macho na colônia disposto ela vai procurar outro que esteja afim, e os machos, para que fiquem mais calmos e ocorra menos brigas e consequentemente mordidas que podem transmitir a doença.
Obs: Não somos veterinários e não garantimos que o que foi dito acima esteja correto. Consulte o veterinário do seu bicho para tomar sua decisão.
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